Neste Dia da Energia, reforçamos a sensibilização para a implementação de estratégias de eficiência energética.

No Dia Mundial da Energia, celebrado hoje, é reforçada a sensibilização dos consumidores, em especial, da indústria para a necessidade de implementação e desenvolvimento estratégias de eficiência energética.
A energia assume-se como um elemento chave para o desenvolvimento das sociedades modernas que, aliada à tecnologia irão assegurar a evolução e qualidade de vida destas sociedades.
Contudo, a utilização de energia está ligada a uma das maiores preocupações mundiais: as alterações climáticas. Se nada for feito ao nível internacional em prol da criação de medidas que atenuem estas mudanças do planeta, a segurança e qualidade de vida das sociedades está em risco.

À questão climática, juntam-se ainda mais 4 fatores fundamentais no contexto energético mundial que representam desafios para todos os que atuam no setor:

  • Avanços tecnológicos
  • Mudanças sociais e demográficas
  • Uma mudança no poder económico mundial
  • A aceleração da urbanização
São estes fatores que estão a fazer o sector energético repensar a sua forma de atuação e a procurar novas formas de forma a promover uma boa gestão energética.
Eficiência

A indústria 4.0 – a quarta revolução industrial

A eficiência energética é já considerada como a “energia do futuro” e é atualmente um fator de diferenciação nas organizações.
As empresas não conseguem controlar os preços da energia nem as politicas governamentais logo, a sua grande estratégia passará por melhorar a forma de consumo da energia nas suas instalações.
Nos próximos anos, o grande desafio para o sector industrial na melhoria da eficiência energética será nesta evolução ao nível dos processos industriais com uma  integração total com a  tecnologia digital.
Esta gestão energética será um dos grandes temas da agenda mundial num futuro muito próximo e incrementará um grande nível de investimento, contribuindo para a criação de postos de emprego.

Tendo a noção de que não será um caminho fácil, algumas ações poderão contribuir para o alcance deste objectivo:

  • Promoção e criação de novos modelos de negócio associados aos serviços de energia;
  • Garantia do cumprimento de obrigações legais em matéria de eficiência energética;
  • Aumento dos mecanismos e instrumentos financeiros de apoio à eficiência energética;
  • Criação de uma taxa de carbono;
  • Aumento dos benefícios fiscais para quem é mais eficiente;
  • Credibilização do mercado dos serviços de energia, através de uma monitorização e verificação eficazes, melhorando com isso a confiança entre os agentes de mercado;
  • Investimento em inovação tecnológica e em I&D.

Motivos para investir num projeto de eficiência energética para indústrias

Portugal é reconhecido, internacionalmente, como um exemplo a seguir em matéria de política energética. O peso das energias renováveis na produção total de energia elétrica, segundo os últimos dados disponíveis, é da ordem dos 60%, o que nos colocou, neste domínio, nos cinco melhores países entre os 29 países-membros que integram a Agência Internacional de Energia (AIE).

São várias as razões que imperam para que as empresas  invistam na otimização dos processos industriais visando a eficiência energética. Aqui destacamos:

  1. Redução de custos nas produções industriais (poupança na fatura da electricidade
  2. Redução das emissões de gases estufa;
  3. Redução dos investimentos em geração e distribuição de energia;
  4. Redução do impacto das variações de preço de energia (aposta em energias renováveis, tais como a energia solar com painéis fotovoltaicos)
  5. Sobrevivência das corporações no mercado competitivo.

A eficiência energética terá de passar a ser vista como uma variável na estrutura de custos de uma empresa para que possa ser mensurável a sua importância  nos resultados finais .

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Há, no entanto, ainda uma elevada inércia por parte das empresas para apostarem em projectos de gestão energética. São vários os fatores:
  • Ausência de envolvimento por parte da gestão de topo;
  • Resistência à mudança por parte dos colaboradores;
  • Dimensão total da empresa (por vezes com algumas áreas dispersas geograficamente);
  • Necessidade investimento de tempo;
  • Incerteza quanto ao valor acrescentado deste tipo de iniciativa;
  • Necessidade de obras que este tipo de projecto acarreta;
  • Paragens necessárias nas produções;
  • Ausência de recursos humanos para acompanhar o projeto.

É aqui que é fundamental o apoio de equipas e consultores especializados em gestão energética. 

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São estes profissionais que têm a experiência e o know how certo para analisar, planear, desenvolver e   pôr em prática um plano deste tipo.
Só assim, é que as empresas terão noção das acções a implementar e dos benefícios e retornos que os seus negócios obterão com o recurso a uma gestão da sua energia.
Ao mesmo tempo, com a aplicação deste tipo de medidas e projectos, o tecido empresarial estará a contribuir também para a redução dos problemas ambientais, de forma sustentável e rentável para os seus negócios.
É muito difícil antever a maneira como as futuras aplicações das energias renováveis se irão desenvolver ao longo do tempo.
Nesse sentido, para já a aposta deverá ser em investigação e desenvolvimento e no incremento de novas soluções tecnológicas. As empresas terão a necessidade de ter em mente o poupar com criatividade de forma a obterem mais rentabilidade, mas também apostar num consumo responsável.
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